Quem não se limita a entrar na cozinha apenas para pegar água na geladeira sabe que inúmeras receitas culinárias levam farinha, e que existem dezenas de tipos de farinha, embora as de trigo, de rosca e de mandioca sejam as mais conhecidas.

A título de curiosidade, a farinha de banana verde é amplamente utilizada no preparo de bolos, iogurtes e vitaminas, notadamente por estimular a flora intestinal e eliminar aquela desagradável sensação de inchaço do dia a dia. Já a farinha de amêndoa não só integra um agente antirradical livre que é benéfico para a saúde, como também conta com proteínas e gorduras saudáveis da castanha, substituindo com vantagens a farinha de trigo na hora de empanar alimentos (carnes, peixes, aves), no preparo de almôndegas, panquecas, biscoitos, e assim por diante. A farinha de arroz, por seu turno, substitui com vantagens as farinhas brancas tradicionais, sendo especialmente recomendada para quem tem intolerância ao glúten ― acompanhada de farinha de coco, é excelente para o preparo de sobremesas deliciosas. E esses são apenas alguns exemplos (existem ainda farinhas de berinjela, de centeio, de cevada, de coco, de milho, de soja, de linhaça, e até de frutas, como as de uva e maracujá).

Já a tradicional farinha branca, usada em inúmeras receitas, de simples empanados a doces sofisticados, é encontrada também na versão integral, com menos carboidratos simples, mas com mais nutrientes do que a versão comum. Aliás, falando em farinha de trigo, a escolha certa pode determinar o sucesso da receita, pois o pão, por exemplo, pede uma versão com maior quantidade de glúten (que torna a massa mais elástica). Nos bolos, o indicado é usar farinha mais rica em amido e pobre em glúten, que deixa as guloseimas mais fofas e macias. 

Ttambém são encontradas no mercado farinhas com ou sem adição de fermento, mas importa mesmo é atentar para o número que define o tipo do produto, já que os números “mais baixos” remetem a farinhas mais refinadas e, portanto, com menor quantidade de fibras.

A farinha tipo 45 ― ou farinha flor ― é a mais refinada e branca de todas. A 55, superfina, tem elevado teor de glúten e grande capacidade de absorção, sendo indicada para o preparo de bolos, massas, pães de forma e pizzas. A 65, de moagem fina, é indicada para receitas que exigem fermento biológico (caso do pão); as de 80 a 110, semi-integrais, são mais ricas em fibras e, portanto, mais saudáveis que as demais ― perdendo apenas para a 150, que é a farinha integral utilizada em pães rústicos e mais ricos em fibras.

Por hoje é só, pessoal. Amanhã tem mais.