Certas coisas precisam ser ditas, por mais desagradáveis que seja ouví-las. E esta é uma delas: Nos EUA, uma em cada três pessoas está muito acima do peso, e os brasileiros parecem estar trilhando o mesmo caminho ― segundo o Ministério da Saúde, a taxa de obesidade subiu 60% nos últimos dez anos.

A despeito da vasta gama de regimes, dietas e congêneres com que somos bombardeados diuturnamente, perder peso é difícil e não voltar a engordar os quilinhos arduamente eliminados é ainda mais difícil. Isso se explica em grande medida pelo fato de a quantidade de células adiposas no organismo deixar de diminuir a partir dos 20 anos. Assim, quando um adulto emagrece, essas células de gordura apenas perdem o volume, mas continuam lá, sem mencionar que, anualmente, 10% dessas células são renovadas, e que as novas têm uma incrível propensão para aumentar de tamanho.

Passando ao que interessa, os brasileiros não são tão “viciados” em refrigerante quanto os americanos, mas quase 20% dos nossos patrícios consomem essa beberagem rica em calorias vazias em pelo menos cinco dias da semana. E quando começam a brigar com a balança, optam pelas versões diet ou zero de seus refrigerantes preferidos, o que pode não ser uma boa escolha.

Um estudo realizado pela Universidade de Boston e publicado na revista Stroke dá conta de que pessoas que ingerem bebidas e refrigerantes diet diariamente são mais propensas a sofrer AVCs ou desenvolver demência (como o Alzheimer) ― e, pior, basta uma latinha por dia para triplicar a propensão a desenvolver esses problemas.

Embora seja prematuro afirmar, apenas com base em nesses estudos, que existe uma relação de causa e efeito entre a ingestão dessas bebidas e o desenvolvimento de AVC ou demência, a prudência recomenda evitar ou, no mínimo, reduzir o consumo. Para mais detalhes, siga este link.

Observação: Para quem acha que desgraça pouca é bobagem, outro estudo sugere que a quebra do aspartame ― adoçante utilizado em larga escala em bebidas diet ou zero ― no intestino interage com uma enzima crucial para o bom funcionamento do nosso corpo e pode causar aumento de peso, inflamação e desenvolvimento de doenças crônicas como diabetes e síndrome metabólica.

Durma-se (ou beba-se) com um barulho desses!