Faltam 19 dias para o Natal ― ou apenas 18 se considerarmos que a ceia de Natal é servida na noite de 24 de dezembro. De qualquer forma, está mais que está na hora de mudar o foco das postagens para comidinhas e bebidinhas compatíveis com as festas de final de ano, mesmo que o espírito natalino não esteja lá aquelas coisas.

Aliás, quase já não se vêm luzinhas piscantes nas varandas dos apartamentos, nem quaisquer outros indícios do Natal, que eram tão comuns em tempos passados. Decorações mais chamativas, só mesmo nos shoppings centers; em padarias, açougues e outros comércios afins, o que a gente vê são as indefectíveis caixinhas de sapato decoradas com motivos natalinos, lembrando a clientela de contribuir para as festas dos funcionários. Mas nem sempre o consumidor se sensibiliza com esses apelos, especialmente quando repara no quanto do valor gasto nas compras se deve à escorchante carga tributária a que somos submetidos por um governo ladrão e incompetente. Dias atrás, paguei R$ 90 para completar o tanque do carro com álcool, e reparei, no cupom fiscal, que mais de R$ 40 reais eram impostos. Portanto, meus caros, não se iludam com aquelas ofertas de “leve dois, pague um” dos supermercados. Na verdade, com ou sem promoções enganosas, estamos sempre pagando dois e levando um.  Mas isso já é outra conversa.

Reza uma lenda que, quando do nascimento de Jesus, havia três árvores junto ao presépio. A primeira, uma oliveira, deu ao recém-nascido suas azeitonas; a segunda, uma tamareira, presenteou-o com suas tâmaras, mas a terceira, pobrezinha, por ser um pinheirinho, nada tinha a oferecer ao Menino-Deus. Solidárias, algumas estrelas desceram do céu e pousaram nos galhos desse pinheirinho, e, ainda de acordo com a lenda, Jesus ergueu os braços e sorriu. Por isso, o pinheiro enfeitado com luzinhas cintilantes se tornou a árvore-símbolo do Natal.

Se você acreditou nessa história, talvez acredite em qualquer coisa ― até na honestidade do Lula e em suas estapafúrdias promessas eleitoreiras. Mas deixa pra lá. Conte essa historinha aos parentes e amigos na noite de Natal, enquanto espera a hora da ceia. E para não ficar só nas biritas, confira a seguir como preparar uma fornada de deliciosos pasteizinhos de pizza (os ingredientes rendem 6 unidades; se a quantidade não for suficiente, dobre a receita para 12, e assim por diante).

Para a massa, você vai precisar de:

― 250 g de farinha de trigo;

― 125 g de manteiga gelada;

― 2 colheres (chá) de sal;

― 1 colher (chá) de açúcar;

― 1 gema;

― 50 ml de água.

Para o recheio:

― 1 linguiça calabresa picada;

― ½ chávena de molho de tomate;

―1 chávena de mozarela ralada;

― Azeitonas verdes (sem caroço) a gosto;

― 1 tomate cortado em rodelas finas;

―Orégano a gosto.

Dica: Se quiser, substitua a linguiça por presunto ou salaminho.

Misture a manteiga gelada com a farinha, o sal e o açúcar. Quando se formar uma farofa úmida, acrescente a gema e a água e amasse até obter uma massa uniforme. Envolva essa massa em filme plástico (ou coloque em uma sacolinha plástica, como aquelas de supermercado) e deixe descansar na geladeira por cerca de 30 minutos.

Numa superfície enfarinhada, abra a massa e corte círculos de 10 cm de diâmetro (use um pires como referência). Esparrame um pouquinho de molho em cada um deles, adicione a mozarela ralada, a calabresa em cubinhos, uma rodelinha de tomate e duas ou três azeitonas (se forem pequenas; se forem grandes, basta uma). Polvilhe então o orégano, feche a massa, pincele com a gema de ovo e asse os pasteizinhos no forno (pré-aquecido a 200ºC) por cerca de 20 minutos ou até que fiquem bem dourados.