Numa sociedade regida pela Ditadura da Moda, é normal a gente se sentir desconfortável quando está com alguns quilinhos a mais. Entretanto, ganhar peso é uma consequência mais ou menos natural da combinação de diversos fatores ― idade, predisposição genética, sedentarismo, alimentação desregrada, e por aí vai.

Ainda que alguns privilegiados consigam se manter esbeltos comendo feito lobos e tomando dúzias de cervejas no final de semana, outros parecem engordar pelo simples fato de respirar. Mas preocupar-se exageradamente em manter o peso não é uma boa ideia ― haja vista os efeitos nefastos de alguns transtornos alimentares, como a anorexia e a bulimia, que, em situações extremas, podem levar à morte por desnutrição.

Dias atrás, li na revista época um texto onde o escritor, dramaturgo e autor de telenovelas Walcyr Carrasco faz diversas considerações (bem-humoradas, mas nem por isso menos verdadeiras) sobre as ditas terem sido criadas para atormentar as pessoas, e não para torná-las mais magras e felizes. Confira a seguir um breve excerto (e leia o texto na íntegra, se desejar, seguindo este link):

Tenho um amigo que faz o regime paleolítico. Está em moda. Realmente deixa o corpo sem 1 grama de gordura. Inspira-se em como o ser humano se alimentava no Paleolítico: carnes gordurosas grelhadas, assadas, bacon, galinha frita. Zero de carboidratos. Já vi esse amigo devorar travessas de cupim e torresmo. Mesmo assim, ele está sempre com fome. Outra invenção insuportável é o terror ao glúten. Evitá-lo é uma tarefa quase impossível. Ele está presente em quase tudo o que se pode encontrar numa gôndola de supermercado. Fui a uma loja especializada comprar pão sem glúten. Parecia um pedaço de isopor endurecido. Surpreso, descobri que a hóstia na Igreja tem glúten. Um hidratante corporal pode ter. E nem falar de macarrão, pizzas, bolachas, cervejas, uísque ou vodca. Raramente um restaurante oferece alimentos absolutamente sem glúten. As dietas são criadas para atormentar as pessoas. Não é para torná-las mais saudáveis nem mais felizes, e raramente mais magras. Mas para fazer da vida de quem as segue um suplício, pois elas não se divertem num bar, não comem bolo em festinha de aniversário. Eu me pergunto: por que a gente enlouquece por dietas? Às vezes a desculpa é que é saudável. Outras, que ficaremos em boa forma. Mas quilos perdidos a gente acha depressa. Dieta é que nem moda. Um dia os decotes são maiores, depois sobem. Cada ano, vem um novo regime, restritivo, como eu disse, de alguma associação de nutricionistas malvados. No ano retrasado, não foi o Ravenna?

Pessoalmente, acho que mais vale aceitar com resignação alguns quilinhos a mais do que se tornar candidato a manequim de pijama de madeira (ademais, quem gosta de osso é cachorro). Mas tudo tem limites: se a barriga do moço dobra a esquina quando ele ainda está no meio da quadra, ou se os seios da moça cobrem-lhe os tornozelos e ela pode usar a bunda como chapéu, aí já é outra história.

Passando ao que interessa, o site http://makeovr.com/weightmirror soluciona problemas de peso com um simples upload e alguns cliques do mouse: basta você mandar sua foto, definir quantas libras deseja perder (uma libra equivale a 0,453592 kg) e conferir o resultado. Afinal, de ilusão também se vive.